Rasputin

Rasputin ou Rasputine

Grigoriy Yefimovich Rasputin (em russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин; (aldeia de Pokrovskoie, Oblast de Tiumen, Guberniya de Tobolsk, 21 de janeiro de 1869 - Petrogrado, actual São Petersburgo, 16 de dezembro de 1916) foi um místico russo, figura politicamente influente no final do período czarista.

Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introduziu-o no círculo restrito da Corte imperial russa, onde, segundo se dizia, Rasputin teria salvado a vida de Alexei Romanov, o filho do czar, que era hemofílico.
Ainda pequeno começou a chamar a atenção dos moradores do vilarejo em que vivia, onde alguns acreditavam que o menino era meio esquisito, enquanto tantos outros diziam que ele tinha poderes sobrenaturais.
Família Real

Na adolescência, Rasputin foi para o mosteiro de Verkhoture, nos Montes Urais, com o objetivo de se tornar um monge. No entanto, ele nunca completou os estudos, se casando aos 19 anos com Praskovia Fyodorovna, com quem teve três filhos. Em 1906, Rasputin se mudou para São Petersburgo, e apenas dois anos depois ele foi apresentado ao Czar Nicolau II e sua esposa, Alexandra Feodorovna. Foi aí que Rasputin começou a ganhar sua fama.
Curandeiro real?
Czarina Alexandra Feodorovna

O monge foi procurado pelos czares que estavam desesperados para encontrar uma cura para o filho Alexei, herdeiro do trono. O menino sofria de hemofilia — uma condição hereditária que afeta a coagulação do sangue —, e Rasputin se tornou a única pessoa capaz de parar os sangramentos do príncipe cada vez que ele se machucava.

Hoje se especula que o poder de “cura” do monge estaria em sua habilidade em acalmar o príncipe, baixando sua pressão sanguínea e, consequentemente, os sangramentos do menino. Uma das possibilidades é que Rasputin fizesse uso da hipnose para isso, mas não faltam rumores de que o místico maluco empregava a magia negra para tratar Alexei.

Além das acusações do emprego de poderes sinistros, outro aspecto controverso sobre Rasputin era o fato de ele dizer ser capaz de livrar as mulheres de seus pecados “dormindo” com elas para ajudá-las a encontrar a graça divina. E o que não faltou ao longo de sua vida foi seguidoras, assim como muitas acusações e desavenças por conta de seu comportamento devasso.
Figura polêmica

Ainda assim, após a primeira “cura”, Rasputin ganhou a confiança da czarina e, durante os cinco anos seguintes, passou a exercer grande influência sobre o tratamento de Alexei. O problema é que, apesar do comportamento indecente e incontrolável, o monge assumiu o papel de conselheiro pessoal da czarina, e a pobre mulher defendia sua presença na corte na crença de que Rasputin era a única pessoa capaz de salvar a vida de seu filho.

E, como você pode imaginar, não demorou muito até que a sua presença no palácio, assim como o tempo que ele passava com Alexandra, acabassem por gerar duras críticas — e infames rumores — contra a família real.

Segundo os críticos, a influência de Rasputin teria provocado o distanciamento dos monarcas de seu povo. Além disso, circulavam rumores de que o monge organizava orgias e de que ele teria mantido relacionamentos com diversas mulheres casadas com aristocratas. Um dos boatos inclusive sugeria que Rasputin tinha um caso com a própria czarina e, portanto, era uma desgraça para a corte.
Atentados

Tudo isso ocorreu em um período que antecedeu a Revolução Russa, e a tensão — que já era grande — aumentou depois de o monge lançar a previsão de que a Rússia cairia em desgraça durante a Primeira Guerra Mundial, levando o Czar a partir para a batalha e deixar Alexandra encarregada dos assuntos domésticos. Os críticos acusavam Rasputin de usar seus poderes para envenenar a mente da czarina, embora ele tivesse pouca influência sobre assuntos políticos.

Foi então que as tentativas de assassinato começaram. A primeira delas ocorreu em 1914, pelas mãos de uma prostituta que esfaqueou Rasputin — dizem que suas entranhas caíram no chão enquanto a moça gritava que havia matado o anticristo —, mas o monge milagrosamente sobreviveu. Depois, em 1916, um grupo de nobres elaborou um plano melhor organizado que, eventualmente, acabou funcionando.

Os nobres convidaram Rasputin para uma visita à residência de um deles, e lá ele teria ingerido alimentos e vinho contendo cianeto em uma quantidade suficiente para matar cinco homens. Contudo, como o monge não mostrava qualquer sinal de envenenamento, os conspiradores se desesperaram e lhe deram um tiro. No entanto...
Duro de matar

Segundo os relatos, Rasputin estava caído no chão e sem pulso quando, de repente, abriu os olhos e saltou violentamente contra um de seus agressores, tentando estrangulá-lo. Então os demais nobres também disparam vários tiros contra o monge e, para garantir que desta vez ele não voltaria do mundo dos mortos, o espancaram brutalmente.

Dizem ainda que os agressores cortaram o pênis de Rasputin antes de enrolar o homem em um tapete e jogá-lo no rio Neva, que estava parcialmente congelado. O cadáver foi recuperado três dias depois, e o relatório da necropsia apontou que Rasputin surpreendentemente ainda parecia estar vivo quando seus assassinos se livraram dele, e que ele provavelmente morreu afogado ou devido à hipotermia.

Contudo, curiosamente, um pouco antes do atentado, Rasputin teria dito ao czar que, se ele morresse pelas mãos de desconhecidos, tanto o monarca como seus filhos continuariam governando a Rússia durante os próximos séculos. Por outro lado, caso ele fosse morto pelas mãos de conspiradores, o czar e sua família seriam mortos pelo povo russo. Independente de que ele tenha adivinhado isso ou não, menos de dois anos depois a família real foi assassinada.
E que fim levou o pênis?

Segundo a lenda, depois que os agressores de Rasputin cortaram seu pênis, uma criada encontrou o membro decepado e o guardou. Nos anos 20, o pênis teria ido parar nas mãos de um grupo de mulheres russas que viviam em Paris e que o consideravam uma espécie de amuleto da fertilidade. Após descobrir o paradeiro do membro perdido, uma das filhas de Rasputin exigiu que ele fosse imediatamente devolvido.

Após a morte da filha na década de 70, o pênis trocou de mãos novamente, e o novo dono, depois de tentar leiloá-lo, descobriu que, na verdade, o membro era um pepino-do-mar. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu nem como a troca — do falo por uma criatura marinha — aconteceu, mas, em 2004, o pênis verdadeiro de Rasputin supostamente apareceu.

Um pesquisador da Academia Russa de Ciências Naturais decidiu abrir um museu dedicado ao erotismo em São Petersburgo, na Rússia, e, além de vários pertences de Rasputin, um dos itens em exposição seria o famoso membro. O tal pesquisador garante que o falo — com 30 centímetros de comprimento! — foi adquirido de um colecionador francês não identificado e que o item é autêntico.

Ritual

Os ritos dos Khlystis perpetuaram-se em formas degradadas, grosseiras e populares, resíduos de cerimônias orgíacas précristãs que perderam o seu fundo original e essencial, para, paradoxalmente, absorver alguns motivos da nova fé. A premissa dogmática da seita é que o Homem é potencialmente Deus. Ele pode tomar consciência deste fato e, assim, sê-lo de fato, realizando, trata-se de um homem, natureza de Cristo (daí o nome da seita), se é mulher a da Virgem, quando através do rito secreto ele ou ela provocam a descida transfigurante do Espírito Santo sobre eles próprios. Este rito secreto celebra-se à meia-noite. Os participantes, homens e jovens mulheres, endossam sobre a nudez mais completa (nudez ritual) somente uma veste branca. Depois da fórmula invocatória inicia-se uma dança de roda, formando os homens um círculo ao centro que se move rapidamente no sentido da marcha do sol, e as mulheres um círculo exterior ao primeiro, na direção oposta, anti-solar (referência ritual à polaridade cósmica refletida pelos sexos). O movimento torna-se cada vez mais vertiginoso e selvagem até que alguns membros se separam dos círculos pondo-se a dançar isoladamente, como os antigos vertiginatores e os derviches árabes, com uma rapidez tal que por vezes (diz-se) não se lhes distingue o rosto, caindo e levantando-se (dança técnica do êxtase). O exemplo atua de modo contagioso e pandêmico. Como fator ulterior de exaltação, utiliza-se a flagelação recíproca da massa dos assistentes, homens e mulheres (a dor como fator erótico-extático). No acume desta exaltação começa a pressentir-se a transformação interior, a descida iminente, que se invocou, do Espírito Santo. Neste momento os homens e as mulheres desnudam-se arrancando do corpo as vestes rituais e copulam na maior promiscuidade; a experiência do sexo e o traumatismo da união sexual fazem este rito atingir a sua intensidade-limite.
A hibridez destes ritos é posta em evidência pelo fato de ter por centro uma jovem, escolhida de cada vez, na qual se vê a «personificação da divindade, e ao mesmo tempo o símbolo da força geradora»; ela é adorada quer como Mãe Terra, quer como Virgem Santa dos cristãos. Ela oferece-se completamente nua no fim deste ritual secreto, para distribuir como um sacramento, bagos de uvas secas. Fácil será reconhecer através deste pormenor da cerimônia secreta dos Khlystis, um prolongamento dos ritos orgíacos antigos, que se celebravam sob o signo dos mistérios da Grande Deusa ctónica, a «Deusa nua.»
É interessante notar que na seita a que nos referimos o sexo é rigorosamente limitado a este uso ritual e extático; com efeito, a seita professa um ascetismo rígido em qualquer outro aspecto, condenando todo o amor físico, a ponto de estigmatizar o próprio matrimônio. Apresenta nesse ponto uma nítida analogia com uma outra seita eslava, a dos Skoptzis, em que o ascetismo chega ao ponto de prescrever a castração dos homens e das mulheres, conservando, porém, o fundo original, pois nesses ritos figura igualmente uma jovem nua à volta da qual tudo se desenrola. Trata-se provavelmente de uma outra forma dos mistérios de Grande Deusa, a Cibele frigia, culto que se associava frequentemente a mutilações semelhantes praticadas no frenesim extático.

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